Alcançando as gerações X, Y e Z

Segundo o United Nations Research Institute for Social Development, o mundo está no meio de uma transformação história. Em uma pesquisa descrita no Information Technology, Globalization and Social Development, Manuel Castells afirma que como todas as outras mudanças significativas na história, esta é multi-dimencional.


Qualquer um hoje em dia pode concordar com esta pesquisa. Todas as mudanças expressivas do passado afetaram outras áreas da sociedade. Por exemplo, sempre que houve avivamento na história da igreja, podemos ver uma transformação nas famílias, no governo, nos negócios, etc... Vários sociólogos acreditam que existam 7 esferas de influência na sociedade. Áreas que a molda, que muda a cosmovisão de um povo.


Em todas as culturas existem 7 esferas de influência:

1. Família
2. Igreja/Religião
3. Governo/Política
4. Negócios/economia/ciência e tecnologia
5. Educação
6. Mídia
7. Artes/entretenimento/esportes

Quando falamos em discipular uma nação, devemos operar em todas estas esferas, e não somente influenciar as pessoas dentro de nossas igrejas.




Eles também afirmam que o fator principal no desenvolvimento social tem a ver com a interação entre inovação tecnológica e valores humanos. Estes valores podem ser usados como o nosso ponto de conexão quando tentamos alcançar todas as gerações X, Y e Z com o Evangelho. Alguns destes valores são:

1. O que eu preciso fazer para ser amado?

Amizade é um valor muito importante para esta geração. Na verdade, os amigos são praticamente "tudo" para esta geração: redes sociais, o modo como fazem negócios, o modo como operam com um grupo menor de amigos mas mais "chegados", etc…

Com isto em mente, devemos considerar duas coisas: A primeira, "evangelismo em massa" não é tão efetivo quanto antes e o "evangelismo pessoal" é mais efetivo. A segunda é que pode se levar muito mais tempo para ganhar a confiança da nova geração antes de termos uma oportunidade de compartilhar o evangelho.

2. Eu não sou uma mercadoria

Esta geração odeia ser tratada como uma mercadoria, um projeto ou um alvo. Se você interage com esta geração tendo uma meta (por exemplo, sua conversão) eles perceberão isto rapidamente e irão se distanciar. A nossa tentativa de criar um relacionamento com eles deve ser real.
Para entender isto pense em dois amigos que você tem. Eles são bem íntimos, mas ainda não conhecem um ao outro. Você os conhece bem, e acha que eles iriam se dar bem. Então, você cria uma oportunidade para que eles possam se conhecer, esperando que eles possam se tornar amigos também. Se eles vão desenvolver uma amizade ou não, todavia, não depende de você. Do mesmo modo acontece com esta geração e Jesus: você ama muito ambos e espera que depois de uma apresentação eles se tornem amigos. Mas o seu relacionamento com cada indivíduo não depende do relacionamento que um tem com o outro necessariamente.

3. A verdade está lá fora

Esta geração não está tão interessada em saber "será que é verdade", mas eles querem saber "como é que isto funciona?". O melhor modo de compartilhar o evangelho é mostrar como o evangelho funciona para você.
Eles precisam ver o evangelho antes que eles queiram ouvi-lo.

4. Just do it
Esta geração adora um desafio e aventura. Eles dariam a própria vida por uma causa que eles acreditam. Existe uma música que diz assim: "They’re living and dying to find something worth living and dying for" (Eles estão vivendo e morrendo procurando por algo que valha a pena viver e morrer). Evangelismo deve enfatizar compromisso, sacrifício e discipulado.

5. O agora é mais importante que o depois
Eles estão mais interessados em um analgésico do que em uma cura. Você não pode mais os assustar com histórias sobre o inferno. Eles querem saber a importância do evangelho para o aqui e o agora. Portanto, enfatizar o Reino e o fato que temos vida plena agora a é vital. Eles precisam saber que Jesus faz a diferença agora e que o evangelho é relevante para o mundo hoje. Eles precisam ver a nossa mensagem ativa em nossas vidas e trazendo mudança em nossa sociedade.

6. Música é a minha vida. Eu escuto com a minha alma

Não temos como usar música demais em evangelismo. Precisamos usar músicas populares e atuais, já que elas refletem a busca por importância desta geração. Podemos prover respostas para as perguntas que estas músicas fazendo.

7. Eu vivo na internet

Evangelismo por email, Facebook, Orkut, etc., não é uma idéia nova, mas ainda é necessária para esta geração.

8. Eu gostaria de ouvir a sua história

Precisamos aprender a ouvir, e não somente comunicar a nossa mensagem. Este é um jargão, mas aí vai mesmo assim: "as pessoas não querem saber o quanto você sabe, até que elas saibam o quanto você se importa."

Há alguns anos atrás em um ministério com crianças de rua na Cidade do Cabo, alguns missionários pediram para estas fazerem um desenho de um cristão. O desenho de uma delas abriu os olhos destes missionários. A criança havia desenhado um rosto com uma só orelha e com duas bocas. Quando eles pediram para ela explicar o desenho, esta respondeu: "Cristãos têm duas bocas porque só querem falar e falar. Eles têm uma orelha porque não gostam de escutar o que temos para dizer, só querem falar o quê eles têm para dizer."

9. Eu não confio em instituições

O foco no evangelismo não deve estar em converter ninguém para a sua igreja, mas sim, em levá-los a ter um relacionamento com Cristo.

As melhores ministrações em evangelismo não vêm de analogias em Romanos, mas de livros como Efésios que fala sobre adoção, família, herança e certezas. E acima de tudo, esta geração precisa saber que Jesus é amigo de pecadores, que Ele cura os feridos e que restaura os abatidos.

Adaptado do estudo: Evangelising the Busters 
by Graeme Codrington.

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SOBRE O AUTOR

Douglas Hugentobler

Douglas é o diretor acadêmico da Universidade das Nações em Worcester, África do Sul. Ele faz parte da liderança da Jocum em Worcester, onde mora há 16 anos junto com sua esposa e filhas.

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